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Você sabe o que são MAMPs?

Publicado em 15 de julho de 2025.

Os padrões moleculares associados a microrganismos – conhecidos como MAMPs (do inglês Microbe-Associated Molecular Patterns) são moléculas presentes em diferentes tipos de microrganismos e desempenham um papel essencial na ativação e regulação do sistema imunológico. Além de atuarem como sinais de alerta para nossas defesas, também contribuem para o equilíbrio do organismo como um todo. Mas, afinal, como essas moléculas são capazes de modular a imunidade e os processos inflamatórios? No blog de hoje, vamos nos aprofundar nesse tema e explorar o potencial terapêutico dos MAMPs no contexto dos paraprobióticos.

 

O que são MAMPs?

Os MAMPs são estruturas celulares presentes em bactérias, vírus e fungos, como lipopolissacarídeos (LPS), peptidoglicanos, ácidos nucleicos, entre outros. Esses componentes, altamente conservados ao longo da evolução, são exclusivos dos microrganismos e ausentes nas células do hospedeiro. Dessa forma, funcionam como sinais de alerta para o sistema imune, sendo reconhecidos por meio dos Receptores de Reconhecimento de Padrões (PRRs).

Os PRRs estão presentes em diferentes tipos de células, como macrófagos, neutrófilos, células dendríticas, epiteliais e endoteliais. Essas células expressam diferentes tipos de PRRs, incluindo os Toll-like (TLRs), NOD-like (NLRs) e de lectina tipo C (CLRs). O estímulo desses receptores desencadeia a ativação de vias de sinalização intracelulares, como a do Fator Nuclear Kappa B (NF-κB), além de estimular as proteínas quinases ativadas por mitógenos (MAPKs) e fatores de resposta ao interferon (IRFs), promovendo a modulação do sistema imune. 1,2

 

Imunomodulação 

Os MAMPs estão presentes tanto em microrganismos patogênicos quanto comensais. No entanto, enquanto os padrões moleculares dos patógenos desencadeiam uma resposta inflamatória robusta, voltada para a eliminação do agente invasor, os MAMPs dos microrganismos comensais estimulam uma resposta controlada, promovendo a modulação eficaz e coordenada da inflamação. Esse processo ocorre tanto por meio da produção controlada de citocinas pró-inflamatórias – como IFN-γ, IL-6, IL-8 e IL-12 –, como também por meio das chamadas citocinas imunorreguladoras – por exemplo, IL-10 e TGF-β – que favorecem a tolerância imunológica e o reparo tecidual, contribuindo, assim, para a manutenção da homeostase. 3–5

 

Os paraprobióticos

Paraprobióticos  são microrganismos inativados, ou seus fragmentos, capazes de promover efeitos benéficos à saúde. Nos últimos anos, seu uso tem ganhado destaque, principalmente por oferecerem maior segurança e estabilidade farmacotécnica  em comparação aos probióticos.

Os métodos adequados de inativação dos microrganismos permitem a preservação da integridade dos MAMPs responsáveis pela ativação do sistema imune. Isso significa que mesmo os paraprobióticos podem exercer a ação imunomoduladora por meio da ativação de PRRs.

Nesse sentido, estudos mostram que os microrganismos do gênero Lactobacillus das espécies acidophilus, casei, plantarum e rhamnosus, mesmo quando inativados, apresentam alto potencial imunomodulador a partir da interação com receptores TLR, promovendo o aumento de interferons (IFN-β e IFN-γ), interleucinas (IL-1β, IL-6, IL-8, IL-10 e IL-12) e da expressão de genes ligados à resposta inflamatória eficaz e coordenada. 6–8

 

Linha de paraprobióticos ImmuneCal

A linha de paraprobióticos ImmuneCal é composta por quatro cepas do gênero LactobacillusL. acidophilus, L. casei, L. plantarum e L. rhamnosus – obtidas a partir de um método de inativação térmica por calor úmido, semelhante à pasteurização. Esse processo permite a preservação da integridade das membranas celulares desses microrganismos, mantendo sua capacidade de interação com o sistema imunológico.



As cepas de ImmuneCal atuam no organismo a partir de três mecanismos principais, sendo eles: mimetismo molecular e exclusão competitiva, efeito prebiótico e imunomodulação por MAMPs.

 

Dessa forma, as cepas de ImmuneCal auxiliam não somente para a regulação do sistema imune por meio dos MAMPs, como também contribuem – a partir de seus três mecanismos de ação – para o manejo de diversas condições, como transtornos funcionais do intestino, síndrome metabólica, dermatite atópica, rinite alérgica e infecções urinárias.

Ainda, esses paraprobióticos são seguros para grupos de risco, como pacientes pediátricos ou imunocomprometidos, uma vez que os microrganismos se encontram em sua forma inativada e, portanto, não possuem capacidade proliferativa. Essa propriedade também confere uma elevada versatilidade às cepas de ImmuneCal, permitindo a sua manipulação tanto em formas farmacêuticas diferenciadas, como gomas, chocolates e alimentos funcionais, quanto nas tradicionais cápsulas e sachês — facilitando o ajuste à rotina e necessidades de cada paciente. 8

Você já conhecia o papel dos MAMPs? Continue acompanhando a nossa página para ler mais sobre saúde e bem-estar!

   
   

As informações fornecidas neste blog destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para a orientação de um profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. As informações aqui apresentadas não têm o objetivo de diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença.

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